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| Foto divulgação |
Virtual: Palavra comumente utilizada para designar tudo aquilo relacionado à comunicação via internet. Não é bem o que dizem alguns teóricos, Pierre Lévy por exemplo; mas é esta a acepção que utilizo aqui.
O virtual não é essência. É apenas parte (ok?!)... PARTE da nossa realidade. Tudo bem, não vou ser hipócrita em dizer que não dedico parte do meu tempo para mergulhar (às vezes me afogar) neste vasto mundo. Mas não troco a possibilidade do SENTIR o mundo “daqui” por nada! Não substituo as visitas sempre que possíveis aos velhos amigos por diálogos cabais no MSN. Nem pensar em trocar o abraço enérgico de “feliz aniversário” por um “parabéns, tudo de bom pra te” (sic) do Orkut.
Sem essa de me aprisionar ao “Fulano de tal curtiu isso” ou ao “Qué pasa?” agoniante dessas celas.
Não estou sendo apocalíptica, apenas tentando reacender a velha chama que outrora brilhava nos olhinhos de todos que lutavam pela LIBERDADE. Não foi sempre em nome da tal, que fomos às ruas, clamamos, protestamos?! Por que agora, frente a um meio o qual deveríamos reafirmar esta condição de homens e mulheres LIVRES; nos deixamos aprisionar?
Sem essa de me aprisionar ao “Fulano de tal curtiu isso” ou ao “Qué pasa?” agoniante dessas celas.
Não estou sendo apocalíptica, apenas tentando reacender a velha chama que outrora brilhava nos olhinhos de todos que lutavam pela LIBERDADE. Não foi sempre em nome da tal, que fomos às ruas, clamamos, protestamos?! Por que agora, frente a um meio o qual deveríamos reafirmar esta condição de homens e mulheres LIVRES; nos deixamos aprisionar?
p.s: Nas minhas horas livres, navegando pelo Orkut achei esta frase e divulguei no Twitter, nick de MSN, Myspace e Facebook: “O homem nasceu livre, e em todos os lugares ele está acorrentado." (Jean-Jacques Rousseau) [Para os desatentos: ironia mode on]
Marcadores: Opinativo
Cada um sempre defende o que melhor lhe convém...seja isso bom, ou, nem tanto assim!
5 comentários Escrito por Marília Marques às 18:38... E assim a Terra continua a girar,
O povo a trabalhar,
Os políticos a seguirem o ditado popular.
[''Político é tudo ladrão!'']
[Isso bem em época de eleição!?]
Eu, como sempre, tentando blogar,
Numa rima que insiste em falhar,
Tentando dizer verdades soltas no ar,
Com o infinitivo do verbo que termine em ''ar''.
[Rimas pobres que pouco dizem neste vasto mundo de raras ideias].
[raro] [vastas]
Por Marília Marques
A implantação do pólo naval no Recôncavo baiano é guia para o desenvolvimento do turismo na região.
Marília Marques e Lenise Luz.
Potenciais turísticos da Bahia de Todos os Santos.
Na busca por incentivo ao turismo na Bahia de Todos os Santos, o Distrito Cultural, entidade que reúne instituições culturais locais, o empresariado de turismo e de cultura, a comunidade, o poder público local e estadual; tem elaborado projetos que abrangem as treze cidades do Recôncavo baiano e Salvador.
Os projetos visam o desenvolvimento cultural da região a fim de proporcionar o crescimento deste setor, que possui como prioridades os produtos turísticos do Carnaval, os setores artísticos, religiosos e gastronômicos; além do patrimônio material e da infra-estrutura que inclui investimentos no setor hoteleiro e a implantação do pólo naval.
Em 20 de abril deste ano o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA) concedeu a Licença Prévia para a implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, localizado às margens da Baía do Iguape, em Maragojipe, no Recôncavo Baiano.
A implantação do Estaleiro representa investimentos de R$ 2 bilhões e, de acordo com o Governo do Estado, a Bahia será o quarto pólo de construção naval do Brasil o empreendimento vai ocupar uma área de cerca de um milhão de metros quadrados e a perspectiva é gerar oito mil empregos diretos. Sua produção será voltada para construção de sondas de perfuração, plataformas de produção, navios de apoio a operações e petroleiros.
Projetos de desenvolvimento da região e apoiadores.
Pólo Naval - A criação do pólo naval proporciona ao turismo na região incentivo principalmente ao setor de turismo náutico, que consiste na utilização de embarcações para fins de pesquisas, passeios e esportes. De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (SETUR) estima-se que o mercado náutico brasileiro movimente aproximadamente US$900 milhões/ano. Este é um dos poucos setores em que o turista continua gerando renda para o país visitado mesmo após retornarem ao seu país de origem; pois se fidelizam com o custo da permanência da embarcação no país visitado.
Os municípios que compõem a Bahia de Todos os Santos e que têm forte potencial para o turismo náutico são principalmente Jaguaripe, Salinas das Margaridas, Itaparica e Vera Cruz; além das cidades de Salvador, São Francisco do Conde, Cachoeira, São Félix e Maragojipe.
A implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu acarretará por um lado, geração de empregos, crescimento da renda do município e dos investimentos no setor turístico; além da criação de estações de tratamento de esgotos e de um sistema de drenagem para captação de água da chuva. Em contrapartida, segundo o Relatório de Impactos Ambientais (Rima), a implantação do estaleiro naval poderá provocar mudanças na paisagem local e necessitará de um projeto com base na sustentabilidade.
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Novo Código de Ética Médica é validado em todo Brasil
0 comentários Escrito por Marília Marques às 14:56 Marília Marques
(Foto: Lorena Morais)
Dr. Manoel Matos
afirma se preocupar com a legibilidade
das receitas médicas.
Em entrevista, médicos do Hospital da Santa Casa de Misericórdia no município de Cachoeira afirmaram ainda não terem recebido do Conselho Regional de Medicina da Bahia (CREMEB) o novo código e, portanto não possuírem nenhum conhecimento sobre o assunto. Entre eles o diretor médico do Hospital, Clodomir Soares preferiu não prestar esclarecimentos sobre como a Santa Casa irá divulgar aos seus médicos as novas leis em vigor.
Em contrapartida, o ex-diretor médico do hospital, Manoel Freitas Matos, 60 anos, trinta e um destes empregado na Santa Casa, mesmo ao afirmar que não possuía conhecimentos sobre o novo CEM se propôs a discutir os pontos que mais se relacionam com o hospital em que trabalha.
Mudanças
Entre as mudanças do novo código há a proposta de modificar a relação de médicos e pacientes terminais, que de acordo com o clínico Manoel Matos, estes devem ser apenas submetidos a tratamentos que amenizem seu sofrimento e lhes dê conforto e não mais prolonguem indesejavelmente sua vida; além de o médico ter por obrigação prestar orientação e conforto às famílias.
O conjunto de normas que regia anteriormente a ética médica foi legitimado em 1988 e segundo alguns médicos necessitava de modificações, entre elas a obrigatoriedade das receitas médicas virem prescritas de modo legível, o que, confirma o Dr. Manoel Matos, realmente não ocorria, mas que já era cobrada pelas auditorias e agora a exigência será acentuada pela vigência do novo código.
Era preciso também garantir por lei ao paciente o direito de possuir uma cópia do prontuário médico, porém o ex-diretor médico da Santa Casa de Cachoeira admite que muitas vezes este ponto não é obedecido pelos profissionais. “O que acontece é que esse histórico do paciente só é entregue se for solicitado por ele ou quando se trata de um relatório de alta; aí o hospital entrega o prontuário ao paciente que solicitou”, esclarece.
Outros parágrafos do novo Código de Ética Médica também expõem o direito de o médico decidir sobre quais métodos contraceptivos prescrever aos pacientes, indicando-lhes os prós e contras de cada método. Como também determinam que os profissionais da medicina devam ter uma responsabilidade profissional, não aceitarem cartões de desconto e consórcios propostos por fornecedores farmacêuticos; além da proibição de receitar sem ver o paciente, o que pode acarretar em advertência, suspensão ou até mesmo o cancelamento do registro no Conselho Regional de Medicina.
Marcadores: Jornalísticos
Tomei conhecimento há poucos dias a partir de um documentário de longa metragem que havia sido lançado em 2004, Evandro Teixeira: Instantâneos da Realidade, da vida e obras de um dos grandes fotógrafos brasileiros que com seu olhar registrou a história do país, revelando seu caráter profundamente nacional que penetra no enigma da imagem e capta o que nela se oculta, demonstrando a mais aguda percepção fotográfica.
Nascido em Irajuba, interior da Bahia, Evandro teve uma vida comum a dos garotos da cidade até o momento em que teve os primeiros contatos com a fotografia. Fez carreira no Jornal do Brasil incentivado desde cedo por conta de seu talento nato. Fotografou momentos grandiosos como a ditadura civil-militar do Brasil e do Chile, a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil, a Eco92 no Rio de Janeiro; em todos eles imprimiu sua marca, uma forma inusitada de fotografar.
Com seu olhar periférico soube compor quadros em momentos decisivos em que cada foto tem embutida em si a história de como foi realizada. O fato de ser ousado em seu modo de fotografar não faz dele apenas um fotojornalista, mas seus trabalhos atingem um estado de arte, simbolizando o olhar brasileiro. Ele não hesita em se posicionar de modo incomum ou mesmo desconfortável aos olhos alheios para capturar imagens que apresentem seu ponto de vista singular. Para aqueles que desejam aguçar seu olhar fotográfico, o trabalho eternizado de Evandro Teixeira continua dialogando com o leitor, despertando uma motivação para a fuga do usual na qual está situada uma parte do universo fotojornalístico.
Passeata dos 100 mil, 1968. A cruz e a capela branca.
Texto produzido em parceria: Marília Marques e Toni Caldas.
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O colecionador de carros antigos na cidade de São Félix, Jonas Carvalho, 81, formado em Direito pela Universidade Católica de Salvador, conhecido como Dr. Jonas, adquiriu do pai o primeiro carro da coleção, um Fiat 1928.
A paixão em guardar coisas antigas surgiu a partir desse primeiro carro que de acordo com ele é o de maior valor da coleção, avaliado em torno de 400 mil reais. Desde a década de 1980 Dr. Jonas expõe seus carros na oficina Chevrolet que é visitada principalmente por turistas que vêm à região.
Além de colecionar automóveis, o carismático Jonas também coleciona relógios, bicicletas, baús com livros de guerra e becas da época de juiz; esses objetos ficam em outro espaço também na cidade de São Félix.
Os carros, que já foram expostos em Salvador por 10 dias, são disponibilizados para eventos, em especial casamentos, nas cidades próximas; “E os automóveis também serviram de modelo para gravação da novela portuguesa 'Equador' na cidade”, como afirma o zelador do espaço há trinta anos, Gilberto Carvalho. Para expor tem uma série de critérios que devem ser atendidos, como aquisição de seguro e responsabilidade de quem tomará conta do local.
O início
Jonas não sabe como surgiu essa paixão por objetos antigos. “Guardo porque tenho mania de guardar, não sei o porquê, é uma vontade que vem de mim”, afirma. E acrescenta: “Mas as pessoas da cidade não valorizam, pois pouca gente entende.”
A qualidade dos motores é considerada pelo colecionador como superior aos motores modernos, a exemplo de bons modelos antigos tem-se o V8 e os canadenses. Quando é preciso repor peças são feitos pedidos de fabricação em Salvador ou em Feira de Santana, já que as peças não estão mais no mercado.
A fim de ressaltar um fato curioso, diz que um dos seus carros mais antigos, o Cemil 1952, transportou Getúlio Vargas em Salvador quando Jonas era garoto e o carro ainda pertencia a seu pai.
Os carros mais recentes da coleção foram comprados há dez anos e são o Landau, o Maverick, o Alfa Romeu e o Fiat 147.
Perguntado sobre sua paixão por colecionar ele ressalta com bom-humor que tem algo que também gosta muito: mulher!!! “Colecionar não posso, eu apenas gosto”.
Marcadores: Jornalísticos
Um senhor de gestos contidos e voz mansa, Valter Evangelista da Silva, aos 79 anos relata aos estudantes do curso de jornalismo da UFRB um pouco da sua história de vida marcada por quase 20 anos de alcoolismo; de como superou o vício e como auxilia outras pessoas a tratarem a doença que de acordo com o Ministério da Saúde atinge de 10% a 15% da população mundial.
Seu Valter é integrante dos Alcoólicos Anônimos (AA), instituição criada em 1935 por um médico e um advogado alcoólatras dos Estados Unidos, que já se faz presente em mais de 95 países e recuperou mais de 1 milhão de doentes. Para ele o alcoolismo é uma “doença mental, perversa, reflexiva e de determinação fatal’’ e o alcoólatra “um doente que precisa de tratamento e força de vontade para se libertar”.
A instituição dos AA a qual presta assistência é o Grupo Nova Esperança, fundado há mais de 20 anos na cidade de Cachoeira. Aí são recebidas em média um grupo de doze pessoas que se reúnem por duas horas aos domingos, que desejam parar de beber e buscaram ajuda.
O grupo oferece literatura específica que auxilia na conscientização dos dependentes, entre elas está os Doze passos dos alcoólicos anônimos, um conjunto de princípios baseados na experiência - êxitos e fracassos - dos primeiros membros de AA. O primeiro passo resume-se em reconhecer a impotência perante o álcool e a perda do domínio sobre suas próprias vidas. O último, em transmitir a mensagem aprendida com o grupo a outros doentes e praticar os princípios em todas as atividades.
As reuniões são feitas em conjunto para que cada um deponha sobre seu progresso e até onde foi a fim de evitar o primeiro gole. A família do doente também é convidada a participar de algumas sessões pois se reconhece que o alcoolismo adoece tanto o dependente como também sua família.
Ao ser questionado sobre a influência da publicidade para o aumento do consumo de álcool, seu Valter responde primeiramente diferenciando bebedores sociais dos compulsivos, sendo que estes são definidos como os que “bebem para dormir e acordam para beber” e conclui que “de certa forma a publicidade incentiva o consumo do álcool, mas o que deve ser feito é o governo mostrar mais os efeitos das drogas”, assim como age os AA que segue a filosofia da não-proibição e jamais diz “ ‘Não beba!’; tampouco critica a quem fabrica, quem vende e quem bebe, apenas a quem não sabe beber.”
Ao finalizar, seu Valter deixa uma mensagem aos que ouvem seu depoimento, em sua maioria jovens, principal alvo de consumo do álcool. “Pensem melhor quando estiverem com os amigos para não se exceder. Há discriminação até com quem bebe demais por causa dos riscos de briga e até morte. Faz vinte anos que deixei a bebida. Drogas e álcool nos adoecem e adoecem a família. Hoje não suporto mais o cheiro do álcool e cigarro; e aprendi que o caminhar ensina a todos o caminho certo.”
Seu Valter presta assistência ao grupo de alcoólicos anônimos Nova Esperança, em Cachoeira. As reuniões são aos domingos de 10h às 12h. O lema da instituição é “Se quer parar de beber o problema é nosso (AA); mas se quer continuar o problema é seu.”
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Pensar no jornalismo me levou a refletir sobre como se deu o aprendizado da ''melhor profissão do mundo''. Podem dizer que foi nos sofisticados bares e cafés europeus. E até com a inovadora técnica tipográfica de Gutemberg, em meados do século XV. No entanto, prefiro acreditar que foi a partir das mentes inquietas dos homens ( e por que não, também das mulheres!?) que viram na reportagem um modo efetivo de transformar determinada sociedade.
Hoje, o que se nota é uma exaustiva tentativa de classificar o jornalismo, se aproximando de algo parecido com as chamadas de programas sensacionalistas: ''será técnica ou dom? Arte ou ofício? Descubra e nos mostre sua resposta!''
A nossa vida já está repleta de tantos rótulos vazios de significado. E pode ser que o melhor seja definir esta profissão como ciência; e como tal, desperta curiosidade, consequentemente exige teoria e prática. Necessita sobretudo de uma vasta base cultural, leitura e criatividade.
O jornalismo se faz deste modo, uma instituição em si, com regras próprias e a certeza de que permanece a ''melhor profissão do mundo''.
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